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Resumo

Em média, na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa (abrange 11 de 24 freguesias de Lisboa), os preços aumentaram 6,6% numa base trimestral (entre o 1º e o 2º trimestre de 2018) e 23,5% numa base anual (entre os 2º trimestres de 2017 e 2018). Estes valores comparam com os 14,1% e 26,8%, respetivamente, no Market Snapshot 2017 (referente ao ano de 2017).

As freguesias de Lisboa com os melhores desempenhos trimestrais foram: Arroios (+28,5%), Estrela (+19,6%) e Santa Maria Maior (+12,9%).

Ao nível da variação anual (2016-2017), as freguesias com melhor desempenho foram as mesmas, apenas com uma alteração nas 2 primeiras posições: Estrela (+51,7%), Belém (+46,4%) e Avenidas Novas (+34,9%).

O preço médio na ARU foi de 4.666 € em base trimestral e 4.346 € em base anual. Note-se que esta diferença deve-se ao efeito de na base trimestral se considerarem apenas a média do trimestre, e em base anual, a média anual. O fato de o valor mais alto ser o trimestral deve-se aos preços terem aumentado ao longo do ano.

As freguesias com preços por m2 mais elevado são: 1) Santa Maria Maior (5.996 €), 2) Misericórdia (5.424 €) e 3) Estrela (5.272 €). Face ao Market Snapshot anterior, destaca-se a queda de Santo António do 1.º para o 5.º lugar do ranking do preço por m2 mais elevado.

O preço médio do segmento premium para a ARU é de 8.341 €, variando entre 5.053 € de Alcântara e 9.979 € de Santa Maria Maior.

Se dividirmos a ARU em 3 Tiers, podemos resumir os resultados para a qualidade média e premium de 2 segmentos, na tabela seguinte:

TierSegmento MédioSegmento Premium
Tier 1 – Estrela, Misericórdia, Sta. Maria Maior5.200 – 6.0008.100 – 10.000
Tier 2 – Arroios, Avenidas Novas, Campo de Ourique, Sto. António4.450 – 4.8006.150 – 8.450
Tier 3 – Ajuda, Alcântara, Belém, S. Vicente3.250 – 4.3005.050 – 7.100

Desde o ponto mais baixo, durante a crise de 2012, e até ao 2.º Trimestre de 2018, os preços em Lisboa cresceram 85,8% no segmento de imóveis premium e 79,3% em média geral, o que significa que o segmento premium cresceu mais rápido que a média, o que sustenta as conclusões que partilhámos no capítulo anterior, na nossa perspetiva sobre o mercado imobiliário.

Quando alargamos a análise a outros concelhos do distrito de Lisboa, com maior procura internacional, Oeiras, Cascais e Sintra, conclui-se que o aumento de preços foi mais relevante em Lisboa, pelas razões expostas no capítulo anterior.

Os investidores devem considerar os preços por metro quadrado como meramente indicativos, uma vez que não refletem totalmente o que está a acontecer no terreno, particularmente para novos empreendimentos que estão prestes a serem lançados e que influenciarão a dinâmica dos preços. Aconselhamos que nos consulte para discussão desses aspetos.